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Esportes

SAFERJ quer ampliar restrição e defende proibição de estrangeiros na base e nas Séries C e D

Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro apoia redução aprovada pela CBF nas Séries A e B, mas quer regras ainda mais rígidas para ampliar o espaço destinado aos jogadores brasileiros

Júlio César

Por Júlio CésarColunistaPublicado em 22/09/2026, 09:14Atualizado em 22/09/2026, 09:14

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SAFERJ quer ampliar restrição e defende proibição de estrangeiros na base e nas Séries C e D

Foto: Pedro Souza/CAM

O Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (SAFERJ) defende uma ampliação das restrições à presença de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro. Além da redução gradual aprovada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para as Séries A e B, a entidade é favorável à proibição da atuação de atletas estrangeiros nas categorias de base e nas Séries C e D do Campeonato Brasileiro.

A manifestação ocorre após CBF e clubes das Séries A e B aprovarem, nesta segunda-feira (21), uma redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida. O número, que atualmente é de nove jogadores, cairá para oito em 2027 e será reduzido progressivamente até chegar a cinco em 2030.

Na avaliação defendida pelo SAFERJ, a discussão não deveria ficar restrita às duas principais divisões do futebol nacional. A entidade entende que a limitação poderia alcançar também as categorias de formação e as Séries C e D, competições consideradas importantes para a transição e inserção de atletas brasileiros no futebol profissional.

A proposta do sindicato amplia o debate sobre a formação de jogadores no país. A redução aprovada pela CBF tem justamente como um dos objetivos declarados aumentar as oportunidades para atletas brasileiros mais jovens. A entidade também aprovou mudanças na distribuição das listas de inscritos, com aumento gradual do espaço destinado aos jogadores sub-23 até 2030.

Debate sobre espaço para jovens brasileiros

O crescimento do número de estrangeiros nos elencos brasileiros tem provocado discussões entre clubes, entidades e profissionais do futebol. Na Série A, o limite de atletas estrangeiros relacionados por partida chegou a nove, enquanto levantamento publicado pelo ge aponta a presença de 160 jogadores estrangeiros, de 27 países, nos clubes da elite em 2026.

A discussão também envolve a quantidade de oportunidades concedidas aos jogadores formados nas categorias de base. Segundo dados citados em análises recentes, atletas sub-23 têm participação relativamente baixa nos minutos disputados no Campeonato Brasileiro, o que alimenta o debate sobre mecanismos para aumentar a utilização de jovens brasileiros.

O SAFERJ, que atua na defesa dos interesses dos atletas de futebol no Rio de Janeiro, aparece nesse cenário defendendo uma política ainda mais ampla de proteção ao mercado para jogadores brasileiros. No site oficial, o sindicato se apresenta como entidade voltada à defesa dos direitos de atletas e ex-atletas.

Medida da CBF começa em 2027

A regra aprovada pela CBF e pelos clubes das Séries A e B estabelece uma redução escalonada: oito estrangeiros em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030. A mudança foi apresentada pela entidade como uma forma de ampliar as oportunidades para atletas formados no Brasil.

A proposta defendida pelo SAFERJ vai além desse calendário. O sindicato quer que a restrição seja aplicada também às categorias de base e às Séries C e D, criando um ambiente no qual os clubes dessas competições utilizem exclusivamente jogadores brasileiros.

A discussão, portanto, passa a envolver não apenas o limite de estrangeiros nas principais divisões, mas também o modelo de formação e de acesso ao futebol profissional no país. A eventual adoção de novas restrições dependeria de mudanças nos regulamentos das respectivas competições e das entidades responsáveis por organizá-las.

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