Santos quita dívidas e derruba três transfer bans, mas segue com quatro punições na Fifa
Clube pagou cerca de R$ 946 mil referentes ao mecanismo de solidariedade por contratações de João Basso, Benjamín Rollheiser e Álvaro Barreal; pendências com a comissão técnica de Pedro Caixinha ultrapassam R$ 15 milhões.
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 13/10/2026, 17:45Atualizado em 13/10/2026, 17:45

Foto: Marcos Ribolli
O Santos conseguiu derrubar três transfer bans impostos pela Fifa após quitar dívidas relacionadas ao mecanismo de solidariedade nas negociações de João Basso, Benjamín Rollheiser e Álvaro Barreal. Apesar do avanço, o clube ainda enfrenta quatro punições que impedem o registro de novos jogadores.
O pagamento, realizado nesta terça-feira (13), soma aproximadamente R$ 946 mil. Os valores são referentes a obrigações financeiras com clubes formadores dos atletas envolvidos nas negociações.
Com a regularização dos débitos, o Peixe reduziu de sete para quatro o número de punições relacionadas a dívidas na entidade máxima do futebol.
Dívidas com comissão técnica seguem como principal problema
As quatro sanções restantes estão relacionadas a processos envolvendo o técnico português Pedro Caixinha e seus auxiliares José Pratas, Pedro Malta e José Belman.
Somadas, as pendências ultrapassam R$ 15 milhões. A maior dívida é com o próprio treinador, estimada em R$ 10,7 milhões, além de juros.
Os profissionais acionaram o clube após a saída da comissão técnica, em abril de 2025. Enquanto os valores não forem regularizados, o Santos continuará enfrentando restrições para registrar novos reforços.
Caso Yusupha Njie pode gerar nova punição
Além das dívidas com a antiga comissão técnica, o Santos também corre o risco de sofrer uma nova sanção por causa de uma pendência com o Al-Markhiya, do Catar, relacionada ao empréstimo do atacante Yusupha Njie, em 2024.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS) confirmou a condenação do clube, e o valor da dívida, incluindo multas, foi estimado em cerca de R$ 2,2 milhões, além das custas processuais.
O jogador, que permaneceu por quatro meses no Santos, não chegou a entrar em campo pela equipe. O clube reconheceu a dívida durante o processo e alegou dificuldades financeiras para cumprir o acordo.
Dessa forma, apesar de ter resolvido três pendências, o Santos ainda precisa avançar na regularização de suas obrigações financeiras para voltar a registrar jogadores sem as restrições impostas pela Fifa.
Comentários
Todos os comentários passam por moderação antes da publicação. Respeite as regras de convivência: não são permitidos discurso de ódio, ofensas ou spam.



