Stabile contesta denúncia e pede à Justiça para permanecer na presidência do Corinthians
Defesa do dirigente afirma que segurança particular foi contratada por causa de ameaças e questiona medidas cautelares solicitadas pelo Ministério Público
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 21/09/2026, 13:37Atualizado em 21/09/2026, 13:37

Foto: Reprodução/Corinthians TV
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, apresentou à Justiça sua defesa contra a denúncia do Ministério Público de São Paulo envolvendo a contratação da empresa Bear Security para sua segurança particular. O dirigente também pediu que não seja afastado da presidência do clube.
Segundo a defesa, a contratação ocorreu em razão de ameaças direcionadas a Stabile e seus familiares durante o exercício do cargo. O serviço, de acordo com os advogados, contava com seis postos de segurança, em regime de 16 horas diárias, ao custo de R$ 65 mil por mês.
O Ministério Público, porém, questiona a contratação. Segundo a denúncia, a Bear Security não teria autorização da Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço. O MP também aponta que os pagamentos começaram em julho de 2025, enquanto o contrato formal entre a empresa e o Corinthians foi assinado apenas em março de 2026.
Ainda segundo a acusação, o Corinthians teria desembolsado R$ 721.194,66 para a empresa entre julho de 2025 e agosto de 2026. O promotor pediu que Stabile ressarça esse valor e também solicitou uma indenização de R$ 540.895,99 por supostos danos morais e institucionais ao clube.
MP pede afastamento
Além do ressarcimento, o Ministério Público solicitou medidas cautelares contra Stabile, entre elas a proibição de acesso às dependências do Corinthians, restrições de contato com testemunhas e dirigentes e a suspensão de funções de representação institucional do clube.
A defesa do presidente pediu o indeferimento das medidas. Os advogados argumentam que um eventual afastamento poderia provocar prejuízos ao mandato e ao processo eleitoral e estatutário em andamento no Corinthians.
Stabile afirma que a segurança não foi contratada para atender uma necessidade pessoal, mas em razão do cargo de presidente. A defesa também cita episódios de ameaças contra o dirigente e seus familiares.
Enquanto a Justiça não tomar uma decisão sobre os pedidos do Ministério Público, Osmar Stabile permanece no exercício da presidência do Corinthians.
O caso segue em análise judicial, e caberá à Justiça decidir sobre o recebimento da denúncia e as medidas cautelares solicitadas pelo Ministério Público.
Comentários
Todos os comentários passam por moderação antes da publicação. Respeite as regras de convivência: não são permitidos discurso de ódio, ofensas ou spam.



