Tribunal de Cassação rejeita recurso, e Achraf Hakimi será julgado por acusação de estupro
Último recurso da defesa foi recusado pela mais alta instância judicial francesa; jogador do PSG nega as acusações feitas por uma mulher em 2023
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 23/09/2026, 17:44Atualizado em 23/09/2026, 17:44

Foto: Divulgação
A Justiça francesa confirmou nesta quarta-feira (23) que o jogador marroquino Achraf Hakimi será levado a julgamento por uma acusação de estupro. O Tribunal de Cassação, mais alta instância judicial da França para casos civis e criminais, rejeitou o recurso apresentado pela defesa do lateral-direito do Paris Saint-Germain.
O recurso era a última possibilidade de Hakimi tentar impedir o prosseguimento do processo antes do julgamento. Segundo a decisão, não havia fundamento sério que justificasse a admissão do recurso. Com isso, fica mantida a decisão que determinou que o jogador seja julgado pela Corte Criminal Departamental de Hauts-de-Seine.
A acusação teve início em fevereiro de 2023, quando uma mulher, então com 24 anos, procurou a polícia e relatou ter sido vítima de violência sexual na residência do jogador, nos arredores de Paris. Hakimi foi formalmente acusado em março daquele ano e, desde o início do processo, nega as acusações.
Em junho de 2026, o Tribunal de Apelação de Versalhes já havia confirmado que havia elementos suficientes para encaminhar o caso a julgamento. A defesa recorreu novamente, desta vez ao Tribunal de Cassação, mas o pedido foi rejeitado nesta quarta-feira.
A decisão do Tribunal de Cassação, contudo, não representa uma conclusão sobre a culpa ou inocência de Hakimi. A corte rejeitou o recurso sem analisar novamente o mérito dos fatos atribuídos ao jogador. As circunstâncias da acusação e os argumentos das duas partes serão discutidos no julgamento.
A defesa de Hakimi mantém a versão de que o jogador é inocente e afirma que pretende apresentar no julgamento os elementos que considera favoráveis ao atleta. A defesa da denunciante, por sua vez, declarou que ela está determinada a buscar justiça e seguirá no processo.
Ainda não há uma data definitiva para o julgamento.
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