Nesta quarta-feira (07), forças dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam o navio-tanque russo M/V Marinera, anteriormente conhecido como Bella 1, no Atlântico Norte, em uma operação que faz parte do bloqueio norte-americano às exportações de petróleo da Venezuela e ao cumprimento de sanções impostas contra embarcações suspeitas de transportar cargas ilícitas. O Comando Europeu dos EUA, em conjunto com o Departamento de Justiça, o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Defesa, executou a ação com base em um mandado federal emitido por violação de sanções, após semanas de perseguição e monitoramento pela Guarda Costeira norte-americana.
O navio havia mudado de nome e hasteado bandeira russa em uma tentativa de escapar da perseguição e evitar abordagens na região do Caribe, mas foi finalmente detido nas proximidades da Islândia sem confronto direto com a tripulação. Durante a operação, autoridades dos EUA utilizaram embarcações da Guarda Costeira, equipamentos de vigilância e apoio de aeronaves P-8 Poseidon e outras unidades militares para garantir o cumprimento do mandado.
A ação elevou as tensões entre Washington e Moscou, com a Rússia denunciando a apreensão como violação do direito marítimo internacional e “pirataria”, após ter enviado navios de guerra e um submarino para a área em resposta à perseguição do navio. A operação ocorre em meio a um contexto geopolítico mais amplo, no qual os EUA intensificam medidas contra as exportações de petróleo venezuelano sancionado e pressionam aliados internacionais, enquanto a Rússia protesta formalmente contra a perseguição das embarcações em águas internacionais.
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