Após a prisão do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, a Venezuela enfrenta um clima de tensão e repressão crescente, com relatos de grupos armados, conhecidos historicamente como “coletivos chavistas”, sendo vistos em algumas ruas da capital Caracas, patrulhando bairros e reforçando a presença do aparato de segurança pró-regime em meio à crise política e social. A circulação de vídeos nas redes sociais que mostram homens armados e movimentações em áreas urbanas tem alimentado preocupações de moradores sobre possíveis ações de intimidação ou repressão contra cidadãos em meio ao cenário tumultuado, embora muitos desses conteúdos ainda precisem ser verificados em sua origem e data.
No plano institucional, a nova presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, emitiu um decreto oficial ordenando à polícia que localize e prenda qualquer pessoa que tenha participado ou apoiado o ataque armado liderado pelos EUA, que resultou na captura de Maduro e de sua esposa no início deste mês. A medida, publicada em 5 de janeiro de 2026, faz parte de um estado de emergência e de um pacote de ações destinado a reafirmar o controle do Estado sobre a segurança interna e reprimir colaboracionistas ou opositores percebidos.
Paralelamente, autoridades venezuelanas intensificaram controles sobre a imprensa e sobre o fluxo de informações no país, com a detenção e revista de jornalistas estrangeiros e a apreensão de equipamentos de comunicação, consolidando um ambiente em que a liberdade de expressão e o direito de manifestação estão sob forte pressão. Organizações de direitos humanos têm criticado essas ações, alertando para o risco de que medidas de segurança se convertam em repressão política contra vozes dissidentes em um momento de profunda instabilidade.
📸 Reprodução / Redes Sociais
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