Advogado de Trump acusa Lula de perseguir Flávio após fala sobre imunidade
Martin de Luca contestou declaração do presidente durante debate e afirmou que o mandato de senador do candidato do PL segue até 2027

Martin de Luca, advogado que atua para empresas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira (19) uma declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). O advogado acusou o presidente brasileiro de perseguir o adversário político após uma fala sobre o avanço de investigações depois do segundo turno.
A declaração de Lula ocorreu durante o debate presidencial de domingo (18). Na ocasião, o petista afirmou que Flávio poderia enfrentar problemas após a votação de 25 de outubro porque perderia “imunidade”. “Se os seus amigos não estão deixando [as investigações] avançarem, agora elas vão”, disse o presidente.
De Luca contestou a afirmação e argumentou que Flávio mantém seu mandato no Senado até 2027, independentemente do resultado da eleição. Por isso, segundo o advogado, o senador não perderá a imunidade parlamentar após o segundo turno.
“Se evidências justificam uma investigação, elas a justificam independentemente do resultado da eleição. Se uma investigação avança porque o oponente do presidente perde, o resultado eleitoral se tornou uma condição para a aplicação da lei penal”, declarou De Luca. O advogado também cobrou explicações de Lula sobre a autoridade que conduziria uma eventual investigação após a eleição.
De Luca também esteve envolvido em ações judiciais contra decisões da Justiça brasileira. Em junho do ano passado, representou a Trump Media & Technology Group e a plataforma Rumble em uma contestação a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinava a suspensão e a remoção de perfis da plataforma.
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