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Política

Advogado de Lula diz ter oferecido sigilos de Lulinha ao ministro André Mendonça

Marco Aurélio de Carvalho afirmou à CNN Brasil que o filho do presidente se colocou à disposição da Justiça e da Polícia Federal para prestar esclarecimentos

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 20/10/2026, 09:09Atualizado em 20/10/2026, 09:09

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Advogado de Lula diz ter oferecido sigilos de Lulinha ao ministro André Mendonça
(📸 Reprodução / CNN Brasil)

Em entrevista à CNN Brasil, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta segunda-feira (19) ter oferecido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), os sigilos fiscal, bancário e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

"Ele [Lula] chamou o filho dele, o filho dele veio ao Brasil e ele disse para o filho 'olha, eu estou pedindo para o seu advogado levar ao conhecimento da Polícia Federal e do ministro André Mendonça, que é relator de um dos inquéritos, a sua disposição voluntária e espontânea de abrir o seu sigilo fiscal, bancário e telemático, eu quero que você se apresente'", relatou.

O advogado disse que esteve em Brasília para uma agenda pública e que foi "muito bem recebido pelo ministro André Mendonça".

Na ocasião, segundo Carvalho, ele afirmou ao magistrado: "Ministro, eu estou aqui em nome do presidente para abrir as contas do Fábio, para colocar o Fábio à disposição da Justiça, para prestar qualquer esclarecimento que porventura se faça necessário".

O coordenador da campanha também afirmou ter comunicado a disponibilidade de Lulinha ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. "Depois disso, eu disse isso também para o diretor-geral da PF, inclusive em um evento público, que a imprensa noticiou como se eu estivesse em segredo, como se tivessem feito leitura labial. Fui eu que, numa entrevista, reconheci e disse para o Andrei [Rodrigues] que estou preocupado com esses vazamentos, que o Fábio está à disposição e que ele vem a hora que tiver que vir", prosseguiu.

De acordo com Carvalho, após essas iniciativas, a Polícia Federal informou que não havia elementos suficientes nem mesmo para realizar a oitiva de Fábio Luís Lula da Silva. "Esse assunto não tem essa dimensão", afirmou.

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