Alcolumbre intensifica articulação para continuar na presidência do Senado em 2027
Presidente da Casa busca apoio para a reeleição independentemente do resultado da disputa presidencial, enquanto o PL articula candidatura de Rogério Marinho
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), já articula sua reeleição ao comando da Casa em 2027, independentemente de quem vencer a disputa presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
As declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que o partido não apoiará a reeleição de Alcolumbre e lançará Rogério Marinho (PL-RN) como candidato levaram o atual presidente do Senado a intensificar sua campanha.
O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas eleições de 2026 e contará com uma bancada de 29 cadeiras no Senado Federal.
Na última semana, Alcolumbre também tomou iniciativas favoráveis a pautas de interesse do governo Lula, entre elas a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1.
O embate público entre Alcolumbre e Rogério Marinho começou na quinta-feira (15), durante sessão no plenário do Senado. Os dois discutiram depois que o presidente da Casa retirou a PEC da Segurança da pauta de análise dos senadores.
“A retirada de pauta se deveu ao pedido do governo?”, questionou Marinho.
“Não, a retirada de pauta se deveu à minha decisão da Presidência do Senado Federal”, respondeu Alcolumbre.
“Mas eu pergunto à vossa excelência: baseada em quê? Porque há uma expectativa da população”, insistiu Marinho.
"Baseado na decisão da presidência do Senado Federal", rebateu Alcolumbre.
"O arbítrio é de vossa excelência, pura e simplesmente?", questionou Marinho.
"Exatamente", disse Alcolumbre.
"Bom saber que a gente precisa mudar esse regimento", pontuou Marinho.
"Exatamente. Vamos mudar", finalizou Alcolumbre.
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