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Política

Andrei afirma que PF deve manter atuação técnica em meio a disputas políticas

Chefe da corporação defende autonomia institucional diante do cenário de turbulência política

Por Ana PaulaPublicado em 23/09/2026, 20:00Atualizado em 23/09/2026, 20:00

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Andrei afirma que PF deve manter atuação técnica em meio a disputas políticas
(Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (23) que a instituição precisa preservar uma atuação técnica e sem viés político diante de ataques, independentemente de onde partam. A declaração foi feita durante a posse do novo superintendente regional da PF no Tocantins, Fernando Paganelli Rodrigues, em Palmas.

Andrei defendeu a autonomia e a independência da corporação e afirmou que o momento político do país exige atenção das instituições. “Hoje temos uma Polícia Federal que atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis, pela responsabilidade institucional e pelo compromisso com a justiça e com a sociedade brasileira”, afirmou.

Na sequência, o diretor-geral destacou que a postura adotada pelos integrantes da PF é fundamental para preservar a instituição diante de eventuais ataques. “É a atuação técnica, imparcial e livre de qualquer viés político que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha.”

Embora não tenha citado nomes ou relacionado diretamente sua fala aos episódios recentes envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), Andrei afirmou que a corporação também sente os efeitos das disputas políticas durante o período eleitoral. “O Brasil vive um período de turbulência em razão do período eleitoral e a Polícia Federal não está imune aos efeitos das disputas políticas”, afirmou.

O diretor-geral disse ainda que o cumprimento da legislação e o compromisso com o interesse público são fatores que dão segurança à instituição. “Saber que trabalhamos estritamente dentro da lei e comprometidos exclusivamente com o interesse público nos mantém confiantes de que a verdade dos fatos, que buscamos incansavelmente em nossas investigações, prevalecerá.”

A fala ocorre após uma crise entre a PF e o STF que levou Andrei a ser afastado temporariamente do comando da corporação neste mês. Em 8 de setembro, o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos dois aos cargos.

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