Cármen Lúcia critica dependência externa e diz que Brasil tem vivido para servir outras nações
Ministra do STF destacou riquezas naturais e culturais do país e defendeu igualdade de gênero e respeito às diferenças durante evento na UFMT

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (13) que o Brasil tem vivido como se sua finalidade fosse servir a outros países, apesar de suas riquezas naturais, culturais e intelectuais. A declaração ocorreu durante a abertura da Semana do Conhecimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
“Uma sociedade com a riqueza que nós temos, com chão, céu, água que nenhum povo do mundo tem, e uma inteligência exuberante e cultura impressionante, que é para ninguém no mundo não nos considerar matriz”, afirmou a magistrada. Em seguida, declarou que essa postura faz o país perder a oportunidade de oferecer ao mundo exemplos de convivência pacífica.
Durante a conferência, que teve como tema “Ciência e Democracia: caminhos para a equidade”, Cármen Lúcia também defendeu a igualdade entre homens e mulheres. A ministra afirmou que a luta por direitos não significa criar espaços exclusivos para mulheres, mas garantir uma convivência baseada no respeito.
Ao abordar a democracia, a integrante do STF ressaltou a importância de conviver com opiniões diferentes e reconhecer que a divergência pode contribuir para o desenvolvimento da sociedade. “Que sejamos capazes de conviver democraticamente, sabendo que o outro tem diferença ao que você pensa e isso é ótimo, senão você nunca muda e progride”, afirmou.
Durante a cerimônia, Cármen Lúcia recebeu a Láurea Ordem Universitária do Brasão da UFMT, concedida em reconhecimento à sua atuação em defesa dos direitos das mulheres e da igualdade de oportunidades. Ela foi a primeira homenageada com a distinção.
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