Caso Nossa Senhora: MPE aponta indícios de crime em conduta de servidor do Planalto
Ministério Público Eleitoral apontou indícios de crime, mas pediu suspensão do perfil de George Marques e proibição do uso de redes sociais durante as eleições

O Ministério Público Eleitoral (MPE) considerou, nesta segunda (28), que há indícios de crime na conduta de George Marques, funcionário do Palácio do Planalto, após a divulgação de conteúdo relacionado ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Apesar disso, o órgão se manifestou contra o pedido de prisão preventiva apresentado pela campanha do candidato.
No parecer, o MPE solicitou a suspensão do perfil de Marques no X até o fim das Eleições 2026. Caso haja segundo turno, a medida deverá permanecer até o encerramento dessa etapa. O órgão também pediu que o funcionário fique proibido de utilizar redes sociais durante o mesmo período, incluindo a criação de novos perfis, o uso de contas de terceiros ou a publicação por meio de outras pessoas.
A campanha de Flávio havia apresentado uma notícia-crime contra Marques e solicitado prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão e a suspensão do servidor do exercício da função pública. O MPE não recomendou a adoção dessas duas últimas medidas. O caso agora será analisado pela Justiça Eleitoral.
A polêmica começou após publicações nas redes sociais associarem Flávio a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Presidência, republicou uma publicação sobre o assunto, que dizia: “Parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar. Continuem compartilhando que Nossa Senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte.”
A publicação foi apagada posteriormente, e Marques afirmou que não se lembrava de ter feito o compartilhamento e que, caso tivesse ocorrido, teria sido por engano.
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