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Política

Correios pedem ao TST dissídio coletivo após greve dos trabalhadores

Estatal pede fim da paralisação, enquanto federação orienta trabalhadores a ampliar o movimento a partir de segunda-feira (14)

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 12/09/2026, 17:08Atualizado em 12/09/2026, 17:08

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Correios pedem ao TST dissídio coletivo após greve dos trabalhadores

A direção dos Correios entrou com pedido de dissídio coletivo de greve no TST (Tribunal Superior do Trabalho) na sexta-feira (11), um dia após os trabalhadores da estatal iniciarem uma greve por tempo indeterminado. A categoria rejeitou a proposta apresentada pela empresa para o acordo coletivo de trabalho 2026/2027.

Segundo a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), 35 assembleias haviam aprovado a paralisação até o início do movimento. A federação afirma que a decisão ocorreu após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no TST, sem acordo.

O principal ponto de divergência é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Os trabalhadores são contrários à mudança proposta pelos Correios na condição da estatal como mantenedora do plano. Para a Findect, a alteração pode elevar os custos para os empregados e colocar em risco a manutenção da assistência médica.

Os Correios afirmam que apresentaram uma proposta que mantém 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e prevê a recomposição integral pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para salários e benefícios. A empresa também diz que buscou conciliar a preservação dos direitos dos funcionários com a necessidade de recuperar o equilíbrio financeiro da estatal.

No pedido de dissídio coletivo ao TST, os Correios argumentam que a paralisação deve ser encerrada. Já a Findect orienta os trabalhadores a manter o movimento e ampliar a mobilização a partir de segunda-feira (14).

📸 Divulgação / CNJ

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