Dino amplia investigação sobre Banco Master e concessões de cemitérios em SP
Ministro incluiu Grupo Maya no levantamento e determinou que a CVM priorize informações sobre empresas ligadas às concessões de cemitérios

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nessa quinta-feira (17) a ampliação da investigação sobre a relação do Banco Master com empresas responsáveis pela administração de cemitérios por meio de concessões da Prefeitura de São Paulo. Na mesma decisão, porém, Dino proibiu que sejam realizadas investigações diretamente contra o ministro André Mendonça.
O magistrado afirmou que o Grupo Maya, que não havia sido incluído na primeira decisão, também pode ter envolvimento no caso. Por isso, determinou que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) priorize o levantamento de informações relacionadas ao grupo.
Foi no âmbito dessa investigação que Dino apontou a existência de possíveis indícios de conflito de interesses na atuação de Mendonça.
“Determino à CVM que contemple a concessionária Cemitérios e Crematórios SP, vinculada ao Grupo Maya e as demais sociedades a ela relacionadas no levantamento prioritário das informações requisitadas no item III da decisão do eDOC 305, especialmente sobre as relações de fundos de investimentos e todas as empresas privadas concessionárias de cemitérios de São Paulo. Prazo: 15 (quinze) dias”, disse.
Na terça-feira (15), horas antes do julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Dino havia encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, elementos que, segundo ele, indicariam possível "conflito de interesses" na atuação de Mendonça em um processo relacionado à concessão de cemitérios em São Paulo.
📸 Divulgação / STF
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