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Política

“Efeito Nikolas” impulsiona articulação por reforma eleitoral na Câmara

Eleição de 121 deputados pelo PL e votação expressiva de Nikolas Ferreira motivam partidos a discutir mudanças no sistema eleitoral antes da próxima legislatura

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 20/10/2026, 10:14Atualizado em 20/10/2026, 10:14

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“Efeito Nikolas” impulsiona articulação por reforma eleitoral na Câmara
(📸 Divulgação / Agência Brasil)

De acordo com portal PlatôBR, a eleição de 121 deputados federais pelo PL e o chamado “efeito Nikolas” mobilizaram partidos do Centrão em torno de uma proposta de reforma eleitoral. Parlamentares dessas siglas articulam a votação do texto ainda nesta legislatura, antes da posse dos novos deputados, prevista para fevereiro. O objetivo é alterar as regras de escolha dos representantes na Câmara dos Deputados.

O “efeito Nikolas” está relacionado à votação expressiva do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que recebeu quase 3,2 milhões de votos em 4 de outubro e contribuiu para a eleição de outros 13 nomes do partido. O fenômeno se relaciona ao chamado “efeito puxador de votos”, em que candidatos com votação elevada ajudam a eleger outros integrantes da legenda por meio do sistema proporcional. Casos semelhantes ocorreram em eleições anteriores com Enéas Carneiro e Tiririca.

A proposta em debate já foi aprovada pelo Senado e prevê a adoção de um sistema misto para a eleição de deputados. Nesse modelo, os estados seriam divididos em distritos, nos quais os partidos indicariam candidatos para disputar as vagas de cada região. Os mais votados em cada distrito seriam eleitos, sem que sua votação contribuísse para a eleição de outros integrantes da legenda.

A outra parte das cadeiras continuaria seguindo o princípio da proporcionalidade, mas com listas fechadas e pré-ordenadas pelos partidos durante convenções. Atualmente, a distribuição das vagas considera os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas ou federações, enquanto a ordem dos eleitos é definida conforme a votação individual.

A articulação para votar a proposta antes da próxima legislatura é liderada pelo PSD, partido de Gilberto Kassab, e pelo Republicanos, comandado por Marcos Pereira e que tem entre seus integrantes o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB).

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