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Política

Em carta, Flávio diz que é perseguido pelo Supremo e que levou família para os EUA por segurança

Na carta divulgada nesta quarta-feira (28), senador diz que STF está aparelhado por “organização criminosa petista”

Por Ana PaulaPublicado em 28/10/2026, 20:30Atualizado em 28/10/2026, 20:30

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Em carta, Flávio diz que é perseguido pelo Supremo e que levou família para os EUA por segurança
(Charles Vieira / Campanha Flávio Bolsonaro)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) está aparelhado pela “organização criminosa petista”. A declaração foi feita em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), após o parlamentar viajar para os Estados Unidos com a família. No documento, ele afirma ser alvo de perseguição política e questiona a atuação da Suprema Corte.

Flávio declarou que a saída do Brasil não foi planejada inicialmente, mas alegou que decidiu deixar o país diante do que considera uma escalada de perseguição. Segundo o senador, as ações contra ele e outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro teriam como objetivo silenciar opositores do atual cenário político. Ele também afirmou que a situação representa um risco à democracia brasileira.

Na carta, o parlamentar classificou as medidas que, segundo ele, fazem parte desse processo como um roteiro de perseguição. Entre os exemplos citados estão apreensão de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar e julgamentos que considera injustos. Flávio também declarou que não pretende submeter a família ao que descreveu como um ambiente de insegurança jurídica no Brasil.

O senador afirmou ainda que levou os familiares aos Estados Unidos por considerar que estariam mais seguros no país. No texto, agradeceu ao presidente norte-americano Donald Trump e ao governo dos Estados Unidos pelo acolhimento. Flávio também declarou que pretende exercer a liderança política que considera necessária fora do que chamou de “regime de exceção”.

O parlamentar voltou a questionar decisões relacionadas ao processo eleitoral e criticou a atuação das instituições brasileiras. Na carta, contestou uma decisão do Supremo relacionada ao horário de votação e mencionou votos registrados após as 17h no segundo turno das eleições.


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