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Política

Em depoimento 4 horas, Vorcaro chama investigação sobre BRB de “fantasiosa”

Ex-dono do Banco Master contestou suspeitas sobre operações entre as instituições e afirmou que investigação foi conduzida de forma “açodada”

Por Ana PaulaPublicado em 15/10/2026, 23:40Atualizado em 15/10/2026, 23:40

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Em depoimento 4 horas, Vorcaro chama investigação sobre BRB de “fantasiosa”
(Reprodução / CNN Brasil)

Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master, negou nesta quinta-feira (15), durante quatro horas de depoimento à Polícia Federal (PF), a existência de uma fraude de R$12 bilhões envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Ele também criticou a condução da Operação Compliance Zero, classificando-a como “açodada” e afirmando que a instituição foi envolvida em um “enredo falso de suposta fraude bilionária”.

Esta foi a terceira vez que Vorcaro prestou depoimento no âmbito das investigações sobre possíveis irregularidades nas negociações para a compra do Master pelo BRB. De acordo com a defesa, o banqueiro respondeu às perguntas dos investigadores de forma colaborativa. Os advogados sustentam que, após quase um ano de apurações, a versão inicial da investigação não se sustenta nos aspectos factual ou jurídico.

Em seu depoimento, Vorcaro afirmou que a negociação envolvendo carteiras de crédito da Tirreno não foi concluída e não provocou prejuízos ao BRB ou a seus clientes. Segundo ele, a troca de ativos entre as instituições teria produzido resultados positivos para o banco público. A defesa informou ainda que apresentará, nesta sexta-feira (16), uma contestação na esfera cível e pedirá uma perícia para contestar as suspeitas de fraude e prejuízo.

Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF apontou mensagens trocadas em outubro de 2024 entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa sobre o aumento de capital do BRB para viabilizar a compra do Master. Segundo os investigadores, a operação e a integração das instituições já faziam parte do planejamento estratégico naquele período.

A PF também identificou aquisições expressivas de carteiras de crédito e outros ativos originados do próprio grupo Master, o que, na avaliação dos investigadores, indicaria circularidade econômica e poderia afetar a solidez financeira do banco público.

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