Fim do inquérito das fake news divide ministros e dificulta solução para crise no STF
Fachin defende encerramento da investigação, enquanto grupo de ministros vê na crise uma oportunidade para acelerar o fim do inquérito
Por Redação Auri VerdePublicado em 07 de setembro de 2026Atualizado em 07 de setembro de 2026

O encerramento do inquérito das fake news como alternativa para solucionar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) divide os ministros e aumenta a dificuldade de contornar a mais recente instabilidade institucional da Corte.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, defendeu no fim da semana passada o encerramento da investigação, aberta em 2019 pelo então presidente do tribunal, Dias Toffoli, e conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”, afirmou Fachin.
Em março, Fachin já havia declarado que o inquérito foi importante para a “salvaguarda” do STF e para a preservação da democracia. Na ocasião, também elogiou o trabalho de Moraes, mas ponderou: “todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno”.
O grupo de ministros do STF mais crítico ao inquérito considera que o atual momento representa uma oportunidade para acelerar o encerramento da investigação.
📸 Divulgação / STF
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