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Política

Gilmar Mendes acusa Mendonça de conduzir processos com viés político-eleitoral: “Até a máfia tem ética”

Decano do STF criticou a condução de processos sobre o Banco Master e afirmou que apuração parcial compromete a deliberação da Corte

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 15/09/2026, 14:08Atualizado em 15/09/2026, 14:08

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Gilmar Mendes acusa Mendonça de conduzir processos com viés político-eleitoral: “Até a máfia tem ética”

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu a palavra durante a sessão extraordinária desta terça-feira (15), que analisa a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito do caso Banco Master.

O decano da Corte acusou o ministro André Mendonça de conduzir os processos relacionados ao Banco Master com “inequívoco viés político-eleitoral” e de maneira “digna de máfia, covarde, vil”. Em seguida, afirmou: “Até a máfia tem ética”. Veja:

“Já disse isso em outro momento: até a máfia tem ética. É preciso ter decência, não se comporta desta forma. Um tribunal que isso admite já não delibera com liberdade”, afirmou o decano do Supremo.

“Um jogo de omertá (código de silêncio da máfia italiana), de máfia. Como se a gravidade da notícia variasse conforme o nome do magistrado a que se refere, ou conforme o tribunal que ele integra”, disse Gilmar Mendes.

O ministro também afirmou que uma “apuração parcial é apuração viciada”. “A deliberação do tribunal sobre matéria da tamanha gravidade não pode ocorrer nos termos ditados por alguém que tem desprezado qualquer senso de colegialidade, muito menos em pleno ciclo eleitoral”, afirmou Gilmar.

📸 Divulgação / STF

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