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Política

Gonet descarta saída antecipada e diz que ficará na PGR até dezembro de 2027

Procurador-geral da República afirma que cumprirá o mandato até o fim, em meio a especulações sobre o comando da instituição em um eventual governo de Flávio Bolsonaro

Por Ana PaulaPublicado em 20/10/2026, 22:10Atualizado em 20/10/2026, 22:10

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Gonet descarta saída antecipada e diz que ficará na PGR até dezembro de 2027
(Gustavo Moreno / STF)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou que pretenda deixar o cargo antes de dezembro de 2027, quando termina seu mandato. A possibilidade de uma saída antecipada passou a ser discutida diante das especulações sobre quem comandaria a Procuradoria-Geral da República (PGR) em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).

Questionado pela CNN Brasil, Gonet foi direto ao descartar a hipótese de deixar a função antes do prazo. “Não existe essa possibilidade”, afirmou. A intenção do procurador-geral é permanecer no cargo até o fim do mandato, independentemente do resultado das eleições.

Na avaliação de pessoas próximas a Gonet, uma eventual saída motivada por uma mudança no comando do Palácio do Planalto poderia representar uma concessão à pressão política, o que seria incompatível com a autonomia da PGR.

A escolha do próximo procurador-geral caberá ao presidente da República, e a indicação precisará passar pela aprovação do Senado. O chefe do Executivo não é obrigado a escolher um nome da lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República.

Entre os nomes mencionados nos bastidores está o do ex-procurador-geral Augusto Aras, lembrado por uma ala do bolsonarismo, mas considerado pouco provável por integrantes da PGR. Indicado por Jair Bolsonaro em 2019, fora da lista tríplice, Aras foi reconduzido ao cargo em 2021. Após a derrota de Bolsonaro em 2022, aproximou-se do governo Lula, movimento interpretado por integrantes da instituição como uma tentativa de conseguir um novo mandato ou influenciar na escolha do sucessor.

Outro nome citado é o da ex-vice-procuradora-geral Lindôra Araújo. Aliados lembram que ela deverá se aposentar compulsoriamente antes de dezembro, mas avaliam que poderá influenciar a escolha do próximo procurador-geral.

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