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Política

Gonet pede a Dino dados sobre R$ 80 milhões em emendas que citam Rueda e Canella

Procurador-geral quer compartilhar provas reunidas no STF com investigadores eleitorais do Rio de Janeiro para apurar suspeitas envolvendo recursos destinados a Belford Roxo

Por Ana PaulaPublicado em 23/10/2026, 21:40Atualizado em 23/10/2026, 21:40

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Gonet pede a Dino dados sobre R$ 80 milhões em emendas que citam Rueda e Canella
(Gustavo Moreno / STF)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para compartilhar provas com a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro em uma investigação que envolve Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil e deputado federal eleito, e Márcio Canella, deputado estadual pelo partido. O pedido foi apresentado na quarta-feira (21).

A apuração investiga suspeitas de abuso de poder político e econômico na destinação de aproximadamente R$ 80 milhões em emendas parlamentares para Belford Roxo (RJ), nos anos de 2025 e 2026. Dino é o relator, no STF, do processo que trata da transparência e do controle desses recursos.

Segundo Gonet, os valores foram registrados sob a rubrica genérica “Liderança do União Brasil”, identificada pelo código 4125, sem a indicação nominal dos responsáveis pelas destinações. A Procuradoria Regional Eleitoral solicitou acesso a documentos apresentados pelo partido ao Supremo que tratam da participação das direções partidárias na definição, distribuição e operacionalização das emendas.

Além desses documentos, o procurador-geral pediu o compartilhamento de outras provas já reunidas no processo para esclarecer quem indicou os recursos, como as decisões foram articuladas e de que maneira os valores chegaram ao município. Para Gonet, os fatos podem ter repercussão eleitoral, e o material reunido pelo STF pode contribuir para o avanço da investigação no Rio de Janeiro.

O caso também envolve Canella, que foi preso pela Polícia Federal em 15 de outubro, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. A PF o aponta como possível articulador político de uma organização criminosa investigada por suspeita de lavagem de dinheiro na Região Metropolitana do Rio. As suspeitas relacionadas às emendas e os demais fatos investigados ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes.

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