Kassio dá 24 horas para plataformas explicarem ação coordenada do “Exército do Lula”
Meta, Google e X devem esclarecer suspeitas de mobilização digital a partir do canal de WhatsApp ligado a André Janones após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (22) que Meta, Google e X apresentem, em até 24 horas, esclarecimentos sobre suspeitas de atuação coordenada nas redes sociais a partir do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG). A decisão atende a um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A campanha de Flávio questiona o uso do canal para mobilizar apoiadores e impulsionar conteúdos em diferentes plataformas digitais. O pedido ocorre após uma análise técnica do TSE apontar indícios de organização centralizada para ampliar a circulação de publicações, embora não tenha identificado notícias falsas específicas no período examinado.
O parecer técnico registrou que o canal passou de aproximadamente 55 mil seguidores, em 5 de outubro, para 3,3 milhões no dia 11. Também identificou orientações para que participantes compartilhassem conteúdos e interagissem nas redes sociais em horários determinados, inclusive antes de assistir aos vídeos. Para a equipe técnica, esses elementos indicam uma estratégia coordenada de amplificação digital.
As plataformas deverão explicar quais medidas podem adotar diante das suspeitas apresentadas e informar sobre mecanismos de monitoramento e identificação de ações coordenadas. O caso faz parte de uma disputa eleitoral no TSE sobre o funcionamento do canal, que já foi alvo de decisões judiciais divergentes envolvendo sua suspensão e reativação.
A análise sobre eventual irregularidade ainda está em andamento. Até o momento, o parecer técnico não concluiu que o “Exército do Lula” seja uma estrutura dedicada à disseminação de desinformação. A nova determinação busca reunir informações das empresas antes de novos encaminhamentos da Justiça Eleitoral.
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