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Política

Marinho acusa Alcolumbre de atuar “a serviço do governo Lula” após retirada da PEC da Segurança

Líder da oposição criticou retirada da PEC da Segurança da pauta do Senado após impasse sobre a redução da maioridade penal

Por Ana PaulaPublicado em 15/10/2026, 22:10Atualizado em 15/10/2026, 22:10

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Marinho acusa Alcolumbre de atuar “a serviço do governo Lula” após retirada da PEC da Segurança
(Ton Molina / Agência Senado)

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta quinta-feira (15) a decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de retirar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública da pauta de votação. Marinho acusou o senador de atuar “a serviço do governo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nós só podemos fazer uma avaliação. O presidente Davi, a serviço do governo, abrindo mão da sua posição de magistrado, mais uma vez fica de costas pra sociedade”, afirmou Marinho. O senador também comparou a postura de Alcolumbre à do rei francês Luís XIV, associado ao absolutismo. “Não tenha dúvida, a fala do presidente Davi foi, parafraseando o Luís XIV, ‘O Estado sou eu’, né?”, declarou.

A retirada da proposta ocorreu após divergências entre governo e oposição sobre a inclusão de mudanças na maioridade penal. Marinho apresentou uma emenda para reduzir a idade de responsabilização criminal de 18 para 16 anos, com possibilidade de redução para 14 anos em crimes graves, como tráfico de drogas e organização criminosa. Já o senador Camilo Santana (PT-CE), líder do PT na Casa, propôs limitar a redução para 16 anos aos crimes hediondos.

Marinho considerou a proposta de Camilo uma alternativa possível, embora abaixo do que a oposição defendia. “A proposta do Camilo, que seria de 16 anos para crimes hediondos, seria uma alternativa paliativa, não seria ideal, mas seria pelo menos um passo na direção correta”, disse. O governo, por sua vez, defendia a aprovação do texto vindo da Câmara sem alterações, para evitar que a matéria precisasse retornar aos deputados.

O adiamento deixou sem votação uma das principais propostas do governo para a segurança pública, a dez dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

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