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Política

Mensagens indicam que Vorcaro e sócio assinaram acordo para compra do Correio Braziliense

Conversas apontam tratativas para aquisição do jornal e discussões sobre sua linha editorial; plano envolvia o uso de precatórios para abater dívidas

Por Ana PaulaPublicado em 22/10/2026, 22:40Atualizado em 22/10/2026, 22:40

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Mensagens indicam que Vorcaro e sócio assinaram acordo para compra do Correio Braziliense
(Reprodução / Instagram)

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e seu sócio Flávio Carneiro negociaram a compra do jornal Correio Braziliense em 2024 e 2025. Mensagens extraídas do celular do banqueiro indicam que, em abril de 2025, Carneiro informou que o grupo havia assumido o editorial do veículo no início daquele mês. O jornal enfrentava uma crise financeira e estava prestes a pedir recuperação judicial.

Em 10 de abril de 2025, Carneiro enviou a Vorcaro um modelo de negócio elaborado com Leo Palhares e afirmou que havia 35 dias para apresentar precatórios à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A estratégia previa utilizar esses créditos para amortizar dívidas inscritas na dívida ativa da União. Segundo os dados da PGFN mencionados na reportagem, o Correio Braziliense devia R$589,4 milhões aos cofres públicos, enquanto a dívida total do grupo Diários Associados, controlador do jornal, chegava a R$1,4 bilhão.

As conversas também indicam que Vorcaro e o sócio pretendiam utilizar o veículo para atender a interesses próprios. Em abril de 2024, Carneiro ofereceu publicar uma nota sobre a participação do banqueiro no I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, em Londres. Em março de 2025, após o anúncio da negociação para que o BRB comprasse o Master, Vorcaro reclamou da falta de reportagens favoráveis ao banco e pediu que o sócio tratasse do assunto com o Platô e o Correio Braziliense.

Em agosto de 2025, Carneiro comunicou que o contrato de compra do jornal havia sido assinado. “Correio assinado. Agora depende só de nós”, escreveu. Questionado por Vorcaro sobre o destinatário do acordo, respondeu: “Pro veículo que estamos montando, com a minuta que fizemos sem precisar alterar nada. Unânime”. A negociação, porém, não foi concluída antes da liquidação do Banco Master, em novembro daquele ano.

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