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Política

MPF apura suposta quebra de sigilo por diretor-geral da PF em investigação do INSS

Procedimento apura declarações de Andrei Rodrigues sobre sindicato que tinha Frei Chico, irmão de Lula, entre seus dirigentes

Por Ana PaulaPublicado em 21/10/2026, 22:10Atualizado em 21/10/2026, 22:10

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MPF apura suposta quebra de sigilo por diretor-geral da PF em investigação do INSS
(Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um Procedimento Investigatório Criminal para apurar se o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, divulgou informações sigilosas da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS. A apuração busca verificar possível violação de sigilo funcional, descumprimento de deveres do cargo ou improbidade administrativa.

O caso envolve declarações feitas por Rodrigues em abril de 2025 sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tinha entre seus dirigentes José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, o diretor-geral afirmou que Frei Chico não era alvo da operação e que o sindicato e seus gestores não estavam entre os alvos de buscas e apreensões.

A investigação avançou depois que a 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF rejeitou o arquivamento do caso e apontou a necessidade de novas diligências. O órgão determinou que Rodrigues seja oficialmente questionado sobre as declarações e pediu a inclusão no procedimento de uma cópia da decisão judicial que estabeleceu o sigilo do inquérito relacionado ao sindicato.

Em maio de 2025, a Advocacia-Geral da União (AGU) deixou o Sindnapi de fora do pedido inicial de bloqueio de recursos de entidades investigadas para ressarcir aposentados e pensionistas. Naquele ano, o sindicato havia arrecadado R$ 90 milhões. Em outubro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou suspeitas envolvendo integrantes da entidade e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do sindicato e de seus dirigentes, considerando o período a partir de 2020.

A apuração do MPF deverá esclarecer em que circunstâncias Andrei Rodrigues teve acesso às informações sobre o sindicato e se houve divulgação indevida de dados protegidos por sigilo.

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