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Política

Oposição tenta adiar votação da 6x1 para depois das eleições

Rogério Marinho questiona avanço da PEC durante o período eleitoral e defende cumprimento dos prazos de tramitação no Senado

Por Ana PaulaPublicado em 07/10/2026, 22:40Atualizado em 07/10/2026, 22:40

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Oposição tenta adiar votação da 6x1 para depois das eleições
(Lula Marques / Agência Brasil)

Senadores da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mobilizaram nesta quarta-feira (7) para tentar deixar a votação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 para depois do segundo turno das eleições. O grupo pretende negociar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o adiamento da análise da proposta.

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a oposição não se recusa a discutir mudanças na jornada de trabalho, mas considera inadequado acelerar a votação neste momento. “Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, disse.

A senadora Tereza Cristina (PP-MT) foi escolhida como porta-voz do grupo para conversar com Alcolumbre. Uma das possibilidades defendidas pelos oposicionistas é que, caso a proposta seja votada antes da eleição, apenas o primeiro turno seja analisado, deixando a segunda votação para depois do segundo turno. A PEC precisa ser aprovada em duas votações para avançar.

Na terça-feira (6), Flávio voltou a defender uma alternativa à proposta apoiada pelo governo. O texto defendido pelo senador prevê a possibilidade de redução da jornada acompanhada de redução proporcional do salário. O candidato também tem afirmado ser favorável a ampliar o período de descanso dos trabalhadores, mas questiona a forma e o momento escolhidos para a mudança.

Alcolumbre, por sua vez, afirmou que poderá colocar a PEC em votação antes do segundo turno caso o plenário aprove requerimentos para acelerar a tramitação. Pelo regimento, são necessárias cinco sessões de discussão antes do primeiro turno e, depois, novos prazos antes da segunda votação.

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