PEC do fim da escala 6x1 pode enfrentar resistência no Senado após eleição
Mudança na composição do Senado e oposição de integrantes do PL podem influenciar a tramitação da proposta que prevê redução da jornada de trabalho

Os senadores devem iniciar nesta terça-feira (6) a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho. O resultado do primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), porém, pode dificultar o avanço da proposta no Senado.
A PEC é uma das pautas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o início da análise da matéria na agenda desta semana.
A composição política que assumirá o Senado em 2027, no entanto, pode influenciar a tramitação da proposta. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada da Casa, com 28 senadores. Alcolumbre busca permanecer na presidência do Senado no próximo ano e poderá precisar do apoio de parlamentares alinhados ao bolsonarismo.
Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, classifica a proposta como “eleitoreira” e atua contra o avanço da matéria. O coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também é contrário à PEC e chegou a apresentar uma proposta alternativa sobre o tema. Marinho é apontado como possível candidato à presidência do Senado.
Além das mudanças provocadas pela eleição, a proximidade do fim do atual ciclo eleitoral pode alterar a posição de parlamentares sobre a proposta. Senadores que garantiram a reeleição ou não precisarão disputar uma nova eleição imediatamente poderão se posicionar sobre a medida sem a mesma preocupação com eventuais efeitos eleitorais.
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