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Política

PF pede mais prazo para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Polícia Federal afirma que ainda há diligências em andamento envolvendo órgãos federais e solicitou a prorrogação dos inquéritos ao STF; pedidos aguardam decisão

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 21/10/2026, 08:38Atualizado em 21/10/2026, 08:38

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PF pede mais prazo para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência
(📸 Reprodução / CNN)

A Polícia Federal (PF) solicitou a prorrogação dos inquéritos que investigam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suspeitas de tráfico de influência no governo federal. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela CNN.

Segundo os investigadores, o prazo inicial de 60 dias não foi suficiente para concluir as apurações. A PF afirma que ainda há diversas diligências em andamento, envolvendo o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros órgãos federais. Os pedidos de prorrogação foram encaminhados ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2 de outubro, data em que terminou o prazo inicial dos inquéritos.

Embora as solicitações tenham sido enviadas a Mendonça, os casos relacionados a Lulinha estão sendo encaminhados ao gabinete do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Até o momento, não há decisão sobre os pedidos. Em sua justificativa, a Polícia Federal afirmou que a extensão do prazo é necessária para concluir as diligências e avaliar eventuais novas medidas investigativas.

"Mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso, cujos resultados se revelam essenciais não apenas para o adequado esclarecimento dos fatos, mas também para a delimitação de eventuais novas medidas investigativas que se mostrem necessárias ao completo deslinde do caso", disse a PF.

A corporação também solicitou à área técnica a elaboração de relatórios para esclarecer as relações de Lulinha, de Roberta Luchsinger e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, com empresas e agentes públicos. Os documentos deverão ainda rastrear movimentações financeiras relacionadas aos negócios investigados.

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