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Política

PGR se opõe ao afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF

Parecer enviado ao STF aponta falta de elementos concretos para manter medida determinada pelo ministro André Mendonça

Por Ana PaulaPublicado em 13/10/2026, 23:10Atualizado em 13/10/2026, 23:10

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PGR se opõe ao afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF
(Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (9), o órgão afirmou que não há elementos concretos que justifiquem a manutenção da medida cautelar determinada pelo ministro André Mendonça.

O afastamento foi ordenado em 8 de setembro, após um pedido do Partido Novo. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as duas decisões, mantendo Andrei no comando da corporação até a análise do caso pela Corte.

No parecer, a PGR destacou que o afastamento interfere na competência administrativa do presidente da República para escolher o chefe da PF e pode alterar a cadeia de comando da instituição, com possíveis impactos sobre investigações e operações nacionais. O documento também aponta que os relatórios utilizados no caso não apresentaram evidências de vigilância pessoal, monitoramento de deslocamentos, interceptação de comunicações ou acesso clandestino a dados privados do ministro André Mendonça.

A manifestação questiona ainda a legitimidade do Partido Novo para recorrer no processo. O parecer foi assinado por quatro integrantes do Ministério Público Federal, entre eles o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco.

O caso está relacionado à investigação sobre o Banco Master. A controvérsia ganhou força após a divulgação de registros de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a decisão de Mendonça, relatórios de inteligência da PF indicariam monitoramento ilegal de autoridades. A PGR, porém, avalia que não há elementos concretos suficientes para justificar o afastamento dos dirigentes da corporação.

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