PL rejeita possível acordo com STF e mantém planos de impeachment de Moraes e Dino
Partido avalia avançar contra ministros em 2027 e rejeita entendimento político que envolva a permanência de Alexandre de Moraes no STF

O PL rejeitou a possibilidade de um acordo político com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e pretende manter, em 2027, a pressão pela abertura de processos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Segundo apuração da CNN, a eventual inclusão de Dino entre os alvos dependerá de sua atuação diante de um possível resultado favorável a Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais.
Ao longo desta segunda-feira (5), aliados de Flávio Bolsonaro interpretaram manifestações de integrantes do STF como possíveis sinais de abertura para um entendimento político. Na avaliação desse grupo, um eventual acordo poderia envolver decisões relacionadas à situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e à anistia de condenados pelos atos de 8 de janeiro. A existência de uma negociação formal, porém, não foi confirmada.
Nesse contexto, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de revisão criminal contra a condenação de 27 anos e três meses de prisão. O ministro Kassio Nunes Marques é o relator do processo e sinalizou que pretende encaminhá-lo para julgamento após o segundo turno.
Outro movimento citado nos bastidores foi uma manifestação do ex-presidente Michel Temer em apoio a Flávio Bolsonaro. Temer foi responsável pela indicação de Alexandre de Moraes ao STF, em 2017, e é apontado na articulação política como uma ligação entre o ministro e integrantes da família Bolsonaro.
Apesar desses movimentos, o PL afirma não ter interesse em um acordo com Moraes. Segundo a apuração, uma das alternativas consideradas pelo partido seria que o próprio STF conduzisse uma investigação sobre a relação do ministro com o empresário Daniel Vorcaro, com eventual afastamento durante as apurações. Caso isso não ocorra, a legenda pretende levar adiante um pedido de impeachment de Moraes no Senado em 2027.
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