Hacker ligado a Vorcaro pede ao STF fim da prisão preventiva e sinaliza colaboração
Defesa de Victor Lima Sedlmaier quer novo depoimento à PF, mas afirma que manifestação não representa proposta formal de delação

A defesa de Victor Lima Sedlmaier, apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo de hackers ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva. Os advogados também informaram que ele pretende prestar um novo depoimento à PF e colaborar com as investigações.
O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso, e representa a segunda tentativa da defesa de obter a liberdade de Victor. Ele é apontado pela PF como integrante de “Os Meninos”, grupo que seria especializado em ataques cibernéticos, invasão de dispositivos, derrubada de perfis e monitoramento ilegal. O investigado foi preso em 16 de maio, após ser deportado de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Na petição, os advogados pedem que a PF marque um novo depoimento e que a Procuradoria-Geral da República seja comunicada sobre a disposição de Victor em colaborar. A defesa, porém, ressalta que a manifestação não constitui uma proposta de delação nem uma confissão. Caso haja interesse das autoridades em negociar um acordo, os advogados dizem estar abertos a discutir a possibilidade de forma reservada.
Para pedir a soltura, a defesa argumenta que o prazo para reavaliação da prisão preventiva já teria sido ultrapassado e que as circunstâncias que poderiam justificar a manutenção da medida mudaram. Os advogados afirmam que o celular, o SSD e documentos de Victor já foram apreendidos e analisados pela polícia, reduzindo, segundo eles, o risco de interferência nas investigações.
Caso a prisão não seja revogada, a defesa pede a substituição por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte, proibição de deixar o país e apresentação periódica à Justiça. Victor afirma estar disposto a cumprir as restrições.
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