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Política

Vorcaro afirma ter pago R$ 30 milhões para documentário sobre Lula

Em áudios e documentos obtidos pela revista, ex-banqueiro relata supostos pagamentos ao Instituto Lula e negociações com integrantes do governo para acessar fundos de pensão federais

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 09/10/2026, 09:42Atualizado em 09/10/2026, 09:42

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Vorcaro afirma ter pago R$ 30 milhões para documentário sobre Lula
(📸 Divulgação / Senado Federal)

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, afirmou em áudios e documentos obtidos pela revista Veja ter destinado cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao financiamento de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a publicação, ele também relatou pagamentos ao Instituto Lula. Os recursos teriam sido negociados com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, no contexto de tratativas para permitir que o Banco Master acessasse recursos de fundos de pensão federais.

De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, as negociações envolveram também o então ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e auxiliares da pasta. O banqueiro afirmou que a articulação buscava viabilizar investimentos de fundos de previdência ligados a instituições públicas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras e Correios. Ele relatou ainda que teria sido solicitada uma comissão de 10% sobre os valores captados.

A reportagem afirma que mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro registram contatos entre o banqueiro, operadores e pessoas ligadas ao governo. Segundo a revista, as conversas mencionam reuniões com representantes de fundos de pensão e tentativas de viabilizar investimentos no Banco Master. Parte das operações, porém, não teria avançado após questionamentos sobre possíveis investimentos da instituição financeira.

Ainda segundo a Veja, Vorcaro apresentou as alegações à Procuradoria-Geral da República (PGR) em um anexo de sua proposta de delação. A publicação informa que o caso relacionado aos supostos pagamentos para o documentário e ao Instituto Lula não avançou por falta de provas que confirmassem os relatos, uma vez que os valores teriam sido entregues em dinheiro vivo. A defesa do banqueiro afirmou que existiriam outros elementos para sustentar as declarações.

Procurado pela revista, Lula afirmou que “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome”. Alexandre Padilha negou relação com o banqueiro, e Olavo Noleto declarou não ter qualquer vínculo com ele nem ter recebido recursos. Os demais citados não se manifestaram até o fechamento da reportagem, segundo a publicação.

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