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Política

Vorcaro cita suposto pagamento de R$ 3 milhões mensais a grupo ligado a Jaques Wagner

Relato consta de proposta de delação rejeitada por PF e PGR por falta de elementos suficientes para confirmar as acusações

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 25/09/2026, 11:31Atualizado em 25/09/2026, 11:31

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Vorcaro cita suposto pagamento de R$ 3 milhões mensais a grupo ligado a Jaques Wagner

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou, em uma proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o grupo político do senador Jaques Wagner (PT-BA) recebia R$ 3 milhões por mês em suposta propina na Bahia. A informação foi publicada pelo UOL nesta sexta-feira (25) e confirmada pela Jovem Pan.

Segundo o relato de Vorcaro, os pagamentos ocorreriam de duas maneiras. Cerca de R$ 2 milhões mensais seriam repassados por meio de um contrato entre o Banco Master e a PKL One, empresa responsável pela exploração do Credcesta, cartão de crédito consignado destinado a servidores públicos da Bahia. Outros R$ 1 milhão seriam pagos em dinheiro vivo.

O ex-banqueiro afirmou ainda que haveria outras formas de repasse, como distribuição de lucros e dividendos e contratos fictícios. De acordo com sua versão, Wagner teria participação oculta na operação do Credcesta por meio da PKL One.

O contrato firmado entre o Banco Master e a PKL One prevê pagamentos mensais de aproximadamente R$ 2 milhões. O documento, porém, não cita Wagner nem outros políticos como beneficiários e não comprova que os valores tenham sido destinados ao pagamento de propina.

A Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), estatal que detinha a operação do Credcesta, foi vendida em um leilão investigado pela PF por suspeitas de fraude e direcionamento do negócio à empresa de Augusto Lima. O processo ocorreu quando Wagner era secretário de Governo da Bahia, durante a gestão de Rui Costa (PT). A proposta de colaboração apresentada por Vorcaro foi rejeitada pelas autoridades. Segundo as informações divulgadas, a PF encerrou as negociações em duas ocasiões, enquanto a PGR recusou o acordo por considerar que os relatos não estavam acompanhados de elementos suficientes para confirmar as acusações.

📸 Divulgação / Senado Federal

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