Agente da PF é investigado por repassar informações de operações a grupo criminoso
Operação Umbra apura a atuação de núcleo de contrainteligência que teria monitorado ações da própria Polícia Federal

Um agente da Polícia Federal está entre os investigados pela Operação Umbra, deflagrada nesta terça-feira (22), que apura a existência de uma estrutura criada para monitorar ações da própria corporação e antecipar operações policiais.
Segundo a investigação, o grupo teria formado um núcleo de contrainteligência capaz de obter dados sobre operações, movimentação de equipes e viaturas. Entre os suspeitos estão um agente da PF e um ex-servidor terceirizado, apontados como envolvidos no repasse indevido dessas informações.
A apuração indica que a estrutura teria sido criada para beneficiar pessoas investigadas em fases anteriores da Operação Ptolomeu, permitindo a antecipação de ações policiais e a adoção de medidas para dificultar o cumprimento de decisões judiciais.
As operações Umbra e Ptolomeu IV foram realizadas simultaneamente e cumpriram 28 mandados de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá, no Paraná, e Navegantes, em Santa Catarina. Cerca de R$ 1 milhão em dinheiro foi apreendido durante as diligências.
Três suspeitos foram presos em flagrante durante o cumprimento dos mandados. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também autorizou o sequestro de bens e valores e determinou medidas cautelares, como afastamento de função pública, proibição de contato entre investigados e entrega de passaportes.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação de organização criminosa. As apurações continuam, e os envolvidos são considerados investigados, sem condenação.
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