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Brasil

PF apura tráfico de influência de Lulinha, Roberta Luchsinger e Marcola por contrato com Petrobras

Segundo as investigações, a atuação seria em favor de interesses da empresa de fertilizantes Unigel junto à Petrobras

Por Daniel MartinsPublicado em 25/09/2026, 16:45Atualizado em 25/09/2026, 16:45

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PF apura tráfico de influência de Lulinha, Roberta Luchsinger e Marcola por contrato com Petrobras

A Polícia Federal identificou, em uma investigação sigilosa, que Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria atuado em favor de interesses da empresa de fertilizantes Unigel junto à Petrobras.

Segundo informações do jornal O Globo, o inquérito, que está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, Lulinha teria participado de articulações com a lobista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula no Palácio do Planalto.

De acordo com a investigação, Roberta fechou com Leo Slezynger, diretor da Unigel e filho do fundador da empresa, Henri Slezynger, um contrato de consultoria que teria como objetivos conseguir que a empresa fechasse com a Petrobras um arrendamento que a salvaria da falência e um financiamento com o BNDES para a expansão da companhia em uma joint venture com a petroleira.

O acerto previa o pagamento de R$ 100 mil mais R$ 25 milhões caso a empresa conseguisse o financiamento de R$ 500 milhões que pleiteavam junto ao banco de fomento. Entre março de 2023 e julho de 2024, segundo a investigação, Leo repassou R$ 1,26 milhão à lobista.

Mensagens analisadas pela PF indicariam que Lulinha tinha conhecimento das negociações, mantinha contato com o empresário e participou de reuniões. A investigação também aponta discussões sobre a criação de um fundo de sustentabilidade, do qual Lulinha seria conselheiro.

Em nota enviada ao jornal O Globo, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que “o presidente Lula não recebeu de nenhuma das pessoas citadas qualquer demanda relacionada ao contrato mencionado, nem manteve com elas interlocução sobre o tema” e que “afirmações de terceiros sobre suposta influência ou interlocução com o presidente não correspondem aos fatos”.

Crédito Imagem: Alex Silva/Estadão

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