Binance afirma que investimentos de brasileiros estão seguros após ataque hacker
Corretora mantém saques de criptomoedas suspensos durante verificações de segurança, mas afirma que os ativos dos clientes brasileiros estão protegidos

A corretora de criptomoedas Binance afirmou nesta sexta-feira (30) que os investimentos de seus clientes brasileiros permanecem seguros após um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em ativos digitais.
Em comunicado, a empresa informou que os recursos dos usuários no Brasil são mantidos em cold wallets, ou carteiras frias, que armazenam criptomoedas fora de ambientes conectados diretamente à internet. A Binance também destacou que segue as normas do Banco Central (BC), que determinam a separação dos ativos dos clientes em relação aos recursos da própria corretora.
Apesar da garantia, os saques de criptomoedas continuam temporariamente suspensos. Segundo a empresa, a interrupção é uma medida preventiva para permitir a realização de verificações nos sistemas de segurança da plataforma. A corretora afirmou que trabalha para restabelecer as operações em até 45 horas. Os depósitos não foram afetados, e os demais serviços seguem funcionando normalmente.
“A segurança dos ativos virtuais de nossos clientes continua sendo nossa maior prioridade”, declarou a Binance.
A repercussão do ataque também provocou uma reação negativa no mercado de criptomoedas. Por volta das 14h24 (horário de Brasília), o Bitcoin e o Ether recuavam mais de 4%, cotados a US$ 77.274,30 (cerca de R$ 417,3 mil) e US$ 2.245,39 (aproximadamente R$ 12,1 mil), respectivamente. O BNB, criptomoeda ligada à Binance, registrava queda de 6%, negociado a US$ 700,80 (R$ 3,8 mil).
Na B3, os fundos de criptomoedas também registraram desvalorização. Por volta das 12h40, o HASH11, que acompanha uma cesta de moedas digitais, apresentava queda de 2,64%. Já o QBTC11, atrelado ao Bitcoin, recuava 3,94%.
As regras do Banco Central, em vigor desde fevereiro deste ano, obrigam as corretoras de criptomoedas a manter os recursos financeiros e os ativos digitais dos clientes separados do patrimônio da própria empresa. A exigência, porém, não elimina a possibilidade de ataques cibernéticos nem representa uma garantia de ressarcimento em caso de perdas.
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