Dívida pública federal cresceu 0,97% e alcança R$ 9,3 trilhões em setembro
Estoque cresceu 0,97% em relação a agosto, impulsionado principalmente pela apropriação positiva de juros, segundo dados do Tesouro Nacional

A Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 9,38 trilhões em setembro de 2026, registrando alta de 0,97% na comparação com o mês anterior. Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com o relatório, a variação foi influenciada principalmente pela apropriação positiva de juros, que somou R$ 89,46 bilhões. A emissão líquida de títulos correspondeu a R$ 760 milhões no período.
O estoque registrado em setembro ficou abaixo do limite mínimo de R$ 9,7 trilhões estabelecido pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, cuja faixa de referência vai até R$ 10,3 trilhões. Já o prazo médio da dívida permaneceu em 4,10 anos, dentro do intervalo previsto pelo plano, de 3,8 a 4,2 anos.
Mais da metade da dívida pública federal está vinculada à taxa básica de juros, a Selic. Em setembro, essa parcela representou 51,60% do total. Os títulos atrelados a índices de preços, como o IPCA, corresponderam a 23,59%, enquanto os prefixados somaram 21,14%. A parcela vinculada ao câmbio ficou em 3,67%.
As instituições financeiras permaneceram como os principais detentores dos títulos, com participação de 31,33% do estoque. Na sequência aparecem os fundos de investimento, com 22,93%, e a Previdência Social, com 22,41%. Os investidores não residentes detinham 9,58% da dívida.
A reserva de liquidez da dívida pública, conhecida como “colchão”, aumentou 5,33% em setembro, passando de R$ 1,208 trilhão para R$ 1,273 trilhão. O montante equivale a 7,71 meses de vencimentos de títulos.
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