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Crise no Paraguai: Congresso suspende análise da renúncia de Santiago Peña

Parlamentares governistas deixaram o plenário e provocaram falta de quórum; oposição acusa aliados do presidente de tentar impedir a rejeição do pedido de renúncia

Por Ana PaulaPublicado em 05/11/2026, 23:40Atualizado em 05/11/2026, 23:40

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Crise no Paraguai: Congresso suspende análise da renúncia de Santiago Peña
(Mehmet Eser / Getty Images)

O Congresso do Paraguai suspendeu nesta quinta-feira (5) a sessão conjunta que analisaria o pedido de renúncia do presidente Santiago Peña. A reunião foi interrompida depois que parlamentares governistas deixaram o plenário, provocando falta de quórum para a votação.

Peña anunciou que deixaria a Presidência horas antes da sessão, em meio ao avanço de um processo de impeachment. A Câmara dos Deputados havia aprovado, por unanimidade, o pedido de afastamento, com 78 votos favoráveis. A oposição defendia a continuidade do processo para evitar que o presidente deixasse o cargo e pudesse assumir uma cadeira de senador vitalício, condição que, segundo os parlamentares, garantiria proteção contra eventuais investigações criminais.

A renúncia foi formalizada por meio de uma carta entregue ao Congresso pelo ministro do Interior, Enrique Riera. Em comunicado divulgado nas redes sociais, Peña afirmou que tomou a decisão para preservar a estabilidade do país, a paz social e as instituições democráticas.

A suspensão da sessão provocou críticas da oposição. A senadora Esperanza Martínez acusou parlamentares ligados ao governo de esvaziarem o plenário para impedir a rejeição da renúncia. Segundo ela, havia maioria para barrar a saída de Peña do cargo.

A crise política foi desencadeada por problemas financeiros no Ueno Bank, cuja operação foi suspensa pelo Banco Central paraguaio em 3 de novembro. Peña foi acionista do grupo controlador da instituição até março de 2025 e passou a ser alvo de acusações de conflito de interesses e supostas irregularidades na condução da crise.

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