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Política

Durigan nega que governo discuta congelamento da taxa básica de juros

Ministro da Fazenda afirma que tabelamento dos juros não está em avaliação; especulação surgiu após notícia sobre possível encontro entre Lula e André Lara Resende

Por Ana PaulaPublicado em 02/11/2026, 22:10Atualizado em 02/11/2026, 22:10

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Durigan nega que governo discuta congelamento da taxa básica de juros
(Rafa Neddermeyer / Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta segunda-feira (2) que a equipe econômica do governo federal esteja discutindo uma proposta para congelar a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75% ao ano.

“Propostas como tabelar os juros ou queimar reservas cambiais não estão em avaliação”, afirmou Durigan. A especulação ganhou força após uma nota publicada no domingo (1º) pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, sobre uma possível reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o economista André Lara Resende nesta semana.

Integrante da equipe que desenvolveu o Plano Real, Lara Resende publicou, no fim de setembro, um artigo no qual defendeu que a redução dos juros poderia contribuir para diminuir a inflação, embora provocasse uma alta temporária dos preços no curto prazo. A possibilidade de que ele apresentasse essa ideia a Lula alimentou interpretações de que o governo poderia tentar reduzir a Selic por meio de uma intervenção.

Durigan também afirmou que não há encontro marcado entre o presidente e o economista. “Vários economistas estão se colocando à disposição para dialogar com o presidente, mas não há nada agendado. Não há agenda com o presidente Lula e o economista André Lara Resende”, declarou.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, também negou a existência de uma reunião prevista e se posicionou contra o tabelamento dos juros.

A definição da Selic cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom), formado por diretores do Banco Central. O colegiado tem reunião marcada para terça-feira (3), quando decidirá se mantém, reduz ou eleva a taxa básica da economia.

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