Justiça bloqueia R$ 10,8 bilhões de 32 investigados na Operação Carbono Oculto
Decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e alcança pessoas físicas, empresas e fundos de investimento investigados na terceira fase da operação

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 10,8 bilhões em bens e ativos de 32 novos alvos da Operação Carbono Oculto. A medida foi autorizada a pedido da Procuradoria-Geral do Estado e integra a terceira fase das investigações, que apuram um esquema de lavagem de dinheiro e a atuação do crime organizado no setor de combustíveis e no mercado financeiro.
Entre os atingidos pela decisão estão pessoas físicas e jurídicas, fundos de investimento e empresas do setor financeiro. A nova etapa da operação, deflagrada em setembro, teve como um dos principais alvos Humberto Arthur Tupinambá, ex-diretor e sócio do Banco Genial.
De acordo com as investigações, o Banco Genial teria acolhido operações financeiras comandadas por supostos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), depois que o grupo rompeu relações com a gestora Reag, liquidada pelo Banco Central.
Outro alvo foi o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, proprietário da Entre Investimentos. Ele também é citado em uma investigação sobre repasses financeiros relacionados ao Banco Master.
O bloqueio bilionário busca atingir o patrimônio dos investigados no âmbito das apurações da Carbono Oculto, que investiga estruturas financeiras supostamente utilizadas para movimentar e ocultar recursos ligados ao crime organizado.
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