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Política

Livro revela críticas de Lula a ministros do STF durante período em que esteve preso

Obra escrita pelo policial federal Jorge Chastalo Filho relata conversas em que o petista demonstrava insatisfação com decisões de ministros indicados por ele e por Dilma Rousseff

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 05/11/2026, 12:29Atualizado em 05/11/2026, 12:29

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Livro revela críticas de Lula a ministros do STF durante período em que esteve preso
(📸 Ricardo Stuckert / PR)

O policial federal Jorge Chastalo Filho, que atuou como carcereiro de Luiz Inácio Lula da Silva durante os 580 dias em que o atual presidente ficou preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, relata no livro Banho de Sol conversas nas quais o petista demonstrava insatisfação com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicados por ele e pela ex-presidente Dilma Rousseff. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo.

De acordo com os relatos apresentados na obra, Lula reclamava de decisões da Corte que, naquele período, rejeitava sucessivos pedidos de liberdade, restringia solicitações de entrevistas e adiava julgamentos que poderiam resultar na anulação de sua condenação.

Os ministros Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux são apontados no livro como alguns dos principais alvos das críticas do petista. As manifestações teriam ocorrido enquanto Lula acompanhava os desdobramentos judiciais de seus processos e as decisões do Supremo. Chastalo Filho relata que, em julho de 2018, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisaria se Lula poderia disputar a Presidência da República, o então ex-presidente fez críticas a Cármen Lúcia e Edson Fachin.

Segundo o policial, Lula teria demonstrado especialmente sua decepção com Cármen Lúcia, indicada por ele ao STF em 2006. Na conversa reproduzida no livro, o petista teria questionado a postura da ministra e contado uma lembrança do período em que conversaram sobre sua indicação à Corte.

“A Cármen é uma falsa humilde, Chastalo. Conhece esse tipo de gente? Em uma conversa comigo, para que eu a indicasse ao STF [em 2006], começou dizendo que seu primeiro brinquedo foi uma boneca de sabugo. E que seu pai tinha as mãos calejadas de trabalhar. E que aprendeu com seu pai que uma coisa muito importante na vida é a gratidão. E eu caí nessa!”, teria dito Lula, conforme o relato do autor.

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