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Política

Lula amplia opções para o comando da Casa Civil no quarto mandato

Fernando Haddad e Camilo Santana eram os principais cotados, mas presidente avalia outros nomes para evitar que a escolha seja interpretada como indicação de um sucessor

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 02/11/2026, 13:04Atualizado em 02/11/2026, 13:04

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Lula amplia opções para o comando da Casa Civil no quarto mandato
(📸 Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ampliar as opções para o comando da Casa Civil no quarto mandato. Considerada uma das principais pastas do governo federal, a estrutura é responsável pela coordenação das ações dos ministérios e pela articulação com estados e municípios.

Após a vitória de Lula nas urnas, a disputa pelo cargo estava concentrada nos nomes dos ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Camilo Santana (PT). Haddad era apontado como favorito antes das eleições, enquanto Camilo ganhou força ao integrar o núcleo da campanha no segundo turno, sendo considerado por aliados uma peça importante para o resultado eleitoral.

Segundo interlocutores, Lula avalia que a escolha de um dos dois para a Casa Civil poderia ser interpretada como uma indicação de sucessor. O presidente pretende concentrar sua atuação no último mandato e não quer antecipar discussões sobre quem poderá sucedê-lo.

Diante disso, o chefe do Executivo demonstra disposição para considerar outros nomes. Entre as sugestões apresentadas por aliados está a da ex-ministra Gleisi Hoffmann, que não conseguiu se eleger senadora pelo Paraná e atualmente está sem mandato.

Também estão em discussão possíveis cargos que permitam acomodar a influência política de Haddad e Camilo e garantir protagonismo aos dois, sem que a decisão seja vista como uma sinalização sobre a sucessão presidencial.

Entre as alternativas mencionadas por auxiliares estão o futuro Ministério da Segurança Pública, cuja criação depende da aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia as atribuições federais na área, e o Ministério da Educação.

A pasta da Educação deverá ficar responsável por iniciativas como a universalização do ensino em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.

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