Ministro da Fazenda questiona reação do mercado após resultados do 1º turno
Durigan questiona “euforia” do mercado após avanço de Flávio e criticou falta de detalhamento de propostas fiscais da oposição

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, questionou nesta quarta-feira (7) a reação positiva do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições presidenciais. Para ele, ainda não há detalhes suficientes nas propostas econômicas apresentadas pela oposição que justifiquem o otimismo dos investidores. “Eu tenho alguma dificuldade de entender essa euforia”, afirmou durante evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias.
A reação ocorreu depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro pregão após a votação, o Ibovespa avançou 7,70%, ultrapassou pela primeira vez os 200 mil pontos e chegou a superar 209 mil pontos durante o dia. O dólar também caiu abaixo de R$ 5, enquanto os juros futuros recuaram.
Durigan questionou especialmente a promessa de alcançar um superávit primário equivalente a 1,5% do PIB já no primeiro ano de um eventual governo Flávio. A equipe econômica do candidato defende medidas como redução do número de ministérios, revisão de despesas administrativas, combate a supersalários, mudanças na estrutura do Estado e uso de ativos da União para reduzir a dívida.
Para o ministro, porém, as medidas apresentadas até agora não demonstram como a meta fiscal seria alcançada. “Essa história de vender ativos, dizer que vai privatizar tudo e que vai fazer, no primeiro ano, um superávit de 1,5% do PIB, sem mostrar como isso será feito, e, quando você olha para o passado, vê que nada foi feito nesse sentido. É difícil comprar um pastel de vento em meio a essa euforia”, afirmou.
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