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Política

Deputados do Novo pedem apuração de abordagem a jornalista da Auriverde Brasil na Câmara

Pedido questiona quem autorizou a ação da Polícia Legislativa e qual norma fundamentou a abordagem

Welinton Barros

Por Welinton BarrosColunistaPublicado em 03/11/2026, 12:54Atualizado em 03/11/2026, 12:54

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Deputados do Novo pedem apuração de abordagem a jornalista da Auriverde Brasil na Câmara
(Reprodução / Youtube Auriverde Brasil)

Jeffrey Chiquini (Novo), deputado federal eleito pelo Paraná, e os deputados Gilson Marques (Novo-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS) enviaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o Ofício nº 15/2026/LidNOVO. Protocolado em 30 de outubro, o documento pede providências sobre a abordagem à jornalista Deborah Sena, da Auriverde Brasil, no Anexo IV da Câmara.

Na última sexta-feira (30), Deborah estava em via pública, credenciada como correspondente de imprensa do Congresso, e participava de entrevista ao vivo com Ubiratan Sanderson (PL-RS), deputado federal e senador eleito. A Polícia Legislativa foi acionada por servidores terceirizados e abordou a repórter de modo incompatível, promovendo intimidação à profissional.

Os parlamentares afirmam que a circulação em via pública é livre, conforme o artigo 98 do Código Civil, e apontam possível violação à liberdade de imprensa, citando o artigo 220 da Constituição e a ADPF 130, do Supremo Tribunal Federal.

“Acabamos de protocolar um pedido de esclarecimentos ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sobre o episódio envolvendo a repórter da Auriverde, que foi abordada e interpelada por um agente da Polícia Legislativa. Nós, do Partido NOVO, queremos saber de quem partiu a ordem para abordar a profissional de imprensa e se existe alguma normativa que ampare tal conduta", escreveu Chiquini em publicação no X.

Caso não haja regulamentação, o ofício solicita treinamento dos profissionais e criação de procedimento padrão.

Também requer apuração administrativa dos policiais e das empresas terceirizadas que os acionaram, com possibilidade de sindicância e sanções, garantidos o contraditório e a ampla defesa.

Confira o momento da abordagem:

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