Pedidos de revisão de prisões de investigados do caso Master estão parados no STF há mais de um mês
Ao menos seis solicitações aguardam análise após os autos do caso serem enviados à Presidência da Corte, comandada pelo ministro Edson Fachin

Ao menos seis pedidos de revisão de prisões preventivas de investigados no caso Banco Master estão sem decisão no Supremo Tribunal Federal (STF) há mais de um mês. A situação ocorre após a remessa dos autos à Presidência da Corte, sob responsabilidade do ministro Edson Fachin.
As solicitações foram apresentadas pelas defesas com base na legislação que determina que os juízes reavaliem, a cada 90 dias, a necessidade de manutenção das prisões preventivas.
Entre os investigados que pediram a revisão estão Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master; Manoel Mendes Rodrigues, apontado como operador de jogo do bicho e integrante do grupo de intimidação do banqueiro; Daniel Lopes Monteiro, operador financeiro do Banco de Brasília (BRB); além de Fabiano Zettel, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, respectivamente cunhado, pai e primo de Daniel Vorcaro.
No início de setembro, Fachin determinou que os autos dos casos Banco Master e INSS fossem encaminhados à Presidência do Supremo.
A decisão foi tomada em meio à crise na Corte, provocada por suspeitas de envolvimento de ministros com Daniel Vorcaro e de possíveis benefícios recebidos ou concedidos ao banqueiro.
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