Tarcísio chama de “ilação que beira o ridículo” relato de Vorcaro sobre doação de R$ 2 milhões
Vorcaro afirmou que doações a Tarcísio e Bolsonaro seriam “contrapartidas financeiras” ligadas ao Credcesta; governador e Kassab negam as acusações.
Por Redação Auri VerdePublicado em 04 de setembro de 2026Atualizado em 04 de setembro de 2026

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como uma “ilação que beira o ridículo” o relato apresentado por Daniel Vorcaro que relaciona uma doação de R$ 2 milhões à sua campanha de 2022 a uma suposta negociação para manter a operação do Credcesta no governo paulista.
“Primeiro, acho que é uma ilação que beira o ridículo imaginar que eu vou pedir algum favorecimento ou que o presidente Bolsonaro ia pedir algum favorecimento. É uma coisa que não faz o menor sentido”, afirmou Tarcísio na noite desta quinta-feira (3).
Em uma proposta de delação premiada, Vorcaro afirmou que doações de R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e de R$ 3 milhões para Jair Bolsonaro, ambas em 2022, teriam sido “contrapartidas financeiras” relacionadas a um suposto acordo com Gilberto Kassab (PSD) para manter o Credcesta em funcionamento em São Paulo. A proposta de colaboração apresentada pelo ex-dono do Banco Master foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os repasses foram realizados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na Operação Compliance Zero. Segundo o relato do ex-banqueiro, o grupo teria interesse em garantir a continuidade das operações do Credcesta durante a gestão de Tarcísio. Vorcaro também atribuiu a Kassab a negociação de outros pagamentos. O presidente do PSD classificou as acusações como “fantasiosas” e negou ter feito qualquer acordo ou recebido valores.
Tarcísio afirmou ainda que a PKL One Participações, empresa responsável pelo Credcesta, já estava habilitada a oferecer empréstimos consignados a servidores estaduais antes de sua chegada ao Palácio dos Bandeirantes. De acordo com o governador, o credenciamento ocorreu em 2022, ainda durante a gestão anterior, e não representava um contrato nem um repasse de recursos públicos estaduais.
📸 Paulo Guereta / Governo de SP
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