TSE acumula 21 ações contra chapas presidenciais após eleições de 2026
Em ação mais recente, Partido Novo pede a cassação da chapa de Lula e Alckmin e a inelegibilidade dos dois por oito anos, sob acusação de abuso de poder político e econômico
Mesmo após o encerramento das eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continua recebendo questionamentos sobre possíveis irregularidades no pleito. A Corte acumula 21 ações contra as chapas presidenciais, com acusações de abuso de poder político e econômico e pedidos de investigação envolvendo candidatos à Presidência da República.
Na ação mais recente, o TSE acolheu um pedido do Partido Novo e determinou a abertura de uma investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A legenda questiona a edição de medidas provisórias e decretos que ampliaram benefícios sociais e econômicos durante o ano eleitoral.
O partido pede a cassação da chapa e que Lula e Alckmin sejam declarados inelegíveis por oito anos. A decisão que autorizou o prosseguimento da ação foi assinada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou que o processo atende aos requisitos legais para tramitar no TSE.
Segundo o Novo, Lula teria utilizado medidas do governo federal para beneficiar sua candidatura à reeleição.
A sigla afirma que o presidente editou 35 medidas provisórias e decretos entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026. De acordo com a ação, as iniciativas criaram ou ampliaram benefícios à população e incluíram medidas de forte apelo popular.
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