Blog do Lanza: Semana 1 da NFL deixa recados - Bears atropelam, favoritos respondem e os Cowboys preocupam
Bears atropelam, Ravens e Bills confirmam força, Saints surpreendem e Cowboys preocupam: a Semana 1 da NFL deixou sinais para a temporada.
Por LanzaColunistaPublicado em 15/09/2026, 15:00Atualizado em 15/09/2026, 15:00

A NFL voltou. E se alguém esperava uma primeira semana apenas para aquecer os motores, entender os novos elencos e observar como as equipes voltariam das férias, recebeu exatamente o contrário.
A Semana 1 da temporada 2026 foi caótica, ofensiva e, em alguns casos, surpreendente.
É cedo? Evidentemente. Ninguém conquista o Super Bowl em setembro e também não existe temporada perdida depois de apenas quatro quartos. Mas a primeira impressão existe — e algumas equipes deixaram impressões fortes demais para serem ignoradas.
Chicago não apenas venceu. Atropelou
Comecemos pelo placar que mais chamou atenção.
Chicago Bears 59, Carolina Panthers 37.
Não, você não leu errado.
Os Bears marcaram 59 pontos na estreia e transformaram aquilo que estava empatado em 31 a 31 no terceiro quarto em um massacre. Caleb Williams terminou com 269 jardas aéreas, dois touchdowns pelo passe e outros dois correndo com a bola.
Mas talvez o dado mais assustador seja outro: Chicago correu para 289 jardas.
D'Andre Swift teve 124 jardas e três touchdowns. Kyle Monangai acrescentou outras 100, incluindo uma corrida de 61 jardas para touchdown.
Quando um ataque consegue machucar o adversário pelo braço de Caleb Williams, pelas pernas do próprio quarterback e ainda coloca dois running backs acima das 100 jardas, o coordenador defensivo do outro lado tem um problema.

É apenas Carolina? Sim.
Mas 59 pontos são 59 pontos.
Os Bears passaram a primeira mensagem da temporada: talvez seja necessário colocá-los um degrau acima nas projeções da NFC.
Lamar e Derrick Henry continuam sendo covardia
Se Chicago surpreendeu, Baltimore apenas confirmou aquilo que já imaginávamos.
Os Ravens venceram os Colts por 41 a 23 e mostraram novamente por que enfrentar Lamar Jackson e Derrick Henry durante quatro quartos é um exercício de sobrevivência.
Lamar lançou para 324 jardas, correu para touchdown e comandou um ataque que terminou com mais de 500 jardas.
Derrick Henry?
144 jardas e três touchdowns.
É impressionante como, mesmo aos 32 anos, Henry continua parecendo fisicamente incompatível com alguns seres humanos que tentam derrubá-lo.
E existe um detalhe ainda mais assustador: quando Baltimore estabelece o jogo terrestre, as defesas começam a se aproximar da linha de scrimmage. Quando fazem isso, Lamar encontra espaço para atacar pelo passe.

Zay Flowers terminou com 150 jardas.
Escolha seu veneno.
Poucos times da NFL possuem tantas maneiras diferentes de destruir uma defesa.
Josh Allen continua sendo Josh Allen
Houston fez um bom jogo.
O problema foi ter Josh Allen do outro lado.
Buffalo venceu por 36 a 31 em uma partida que teve cara de janeiro e que poderia tranquilamente ter acontecido nos playoffs.
Allen terminou com 334 jardas aéreas, dois touchdowns pelo passe e outros dois correndo.
Mas números não explicam completamente o que aconteceu.
Faltando menos de dois minutos, Buffalo precisava percorrer praticamente o campo inteiro. Foram 96 jardas.
E Josh Allen percorreu.
Touchdown de 34 jardas para Joshua Palmer.

Existem quarterbacks que produzem estatísticas. Existem quarterbacks que administram partidas. E existem aqueles poucos jogadores que, quando o jogo entra nos minutos finais, fazem parecer que o roteiro inevitavelmente acabará passando pelas mãos deles.
Josh Allen pertence ao terceiro grupo.
Buffalo começou a temporada mostrando novamente que, enquanto tiver o camisa 17 saudável, será candidato a qualquer coisa.
Detroit venceu. Mas New Orleans talvez tenha saído maior
Detroit abriu 21 a 0.
Parecia resolvido.
Não estava.
Os Saints reagiram, buscaram o empate e levaram o jogo para a prorrogação. Jared Goff encontrou Amon-Ra St. Brown para colocar Detroit em vantagem por 31 a 24.
New Orleans respondeu.
Tyler Shough conduziu a campanha, encontrou Noah Fant para o touchdown e deixou o placar em 31 a 30.
Então veio a decisão que adoro no futebol americano: em vez de chutar o extra point e prolongar a partida, os Saints foram para dois.
Era vencer ou perder.
Perderam.
Mas existe derrota que revela alguma coisa.
Shough terminou a partida com 410 jardas e três touchdowns. Chris Olave recebeu para 182.
Detroit continua sendo uma equipe extremamente perigosa — especialmente com Jahmyr Gibbs correndo para 156 jardas —, mas talvez tenhamos aprendido mais sobre New Orleans nessa partida do que sobre os próprios Lions.

Os Saints perderam o jogo.
Mas podem ter encontrado algo para a temporada.
Minnesota mostrou que jogo de NFL não acaba no terceiro quarto
Green Bay provavelmente ainda está tentando entender o que aconteceu.
Os Packers lideravam por 22 a 10.
Terminaram derrotados por 39 a 22.
Minnesota marcou 29 pontos consecutivos e transformou uma provável derrota em uma pancada dentro da própria divisão.
E existe um componente ainda mais interessante: Carson Wentz precisou assumir depois da saída de Kyler Murray e respondeu com três passes para touchdown.
Justin Jefferson, como sempre, apareceu: oito recepções, 92 jardas e dois touchdowns.

Green Bay produziu 419 jardas contra apenas 239 de Minnesota e mesmo assim perdeu por 17 pontos.
Se existe uma maneira de explicar como jogos são entregues na NFL, talvez essa partida seja um excelente material didático.
E então chegamos aos Cowboys...
Aqui mora, para mim, uma das maiores preocupações da primeira semana.
Não simplesmente porque Dallas perdeu para os Giants por 28 a 20.
Derrotas acontecem.
O problema foi como perdeu.
Quem assistiu aos Cowboys em 2025 viu uma defesa incapaz de oferecer segurança. A esperança era que as mudanças realizadas durante a offseason corrigissem pelo menos parte desses problemas.
No primeiro Sunday Night Football de 2026, vimos muitos dos mesmos fantasmas.
A secundária pareceu perdida em diversos momentos. A pressão sobre Jaxson Dart foi insuficiente. O jogo terrestre dos Giants funcionou. E Dallas permitiu que um quarterback de 23 anos comandasse a partida com uma tranquilidade incompatível com aquilo que se espera de uma defesa que pretende disputar alguma coisa.
Dart completou 23 de 29 passes para 230 jardas, três touchdowns e nenhuma interceptação.
Rating de 134,2.
Cam Skattebo correu para 81 jardas e marcou um touchdown. O próprio Dart acrescentou outras 54 pelo chão.
New York terminou com 394 jardas totais e controlou a bola por mais de 36 minutos.

Em determinados momentos, a sensação era a mesma da temporada passada: se o adversário sustentasse uma campanha longa, alguma coisa acabaria dando errado para Dallas.
Só que existe uma diferença preocupante.
No ano passado, pelo menos o ataque frequentemente aparecia para salvar os Cowboys.
Na estreia de 2026, nem isso aconteceu.
Dallas produziu somente 244 jardas totais.
Dak Prescott terminou com 175 jardas, dois touchdowns e uma interceptação. CeeDee Lamb teve apenas 44 jardas recebidas. George Pickens, 28.
O ataque dos Cowboys não foi explosivo. Não conseguiu estabelecer domínio pelo chão. Não encontrou grandes jogadas pelo passe. E, quando precisava responder às campanhas dos Giants, parecia depender muito mais de esforço individual do que de um sistema capaz de colocar a defesa adversária em conflito.
A interceptação de Dak antes do intervalo também foi especialmente dolorosa. Com o jogo empatado em 7 a 7, Dallas tinha a oportunidade de terminar o primeiro tempo pontuando.
Prescott tentou se livrar da bola pressionado.
Jevon Holland interceptou.
Pouco depois, touchdown dos Giants.
14 a 7.
Uma jogada mudou completamente o rumo daquela parte da partida.
Mas seria injusto colocar a derrota inteira nas costas de Dak. O problema de Dallas parece maior.

Quando a defesa é ruim, o ataque precisa ser excelente. Quando o ataque também é ruim, não existe plano B.
E foi exatamente isso que vimos no MetLife Stadium.
Talvez seja apenas uma noite ruim.
Mas se a defesa de 2026 realmente carregar os mesmos problemas de 2025 e o ataque tiver regredido, Dallas pode descobrir rapidamente que seu problema não será brigar pelo Super Bowl.
Será sobreviver dentro da NFC East.
Semana 1 não define campeão. Mas deixa pistas
É sempre perigoso tirar conclusões definitivas depois de uma rodada.
Mas também seria desperdício ignorar os sinais.
Chicago mostrou um ataque que pode entrar na elite da liga.
Baltimore mostrou que Lamar Jackson e Derrick Henry continuam formando uma das duplas mais assustadoras do futebol americano.
Buffalo mostrou que Josh Allen continua capaz de transformar partidas praticamente sozinho.
Detroit confirmou sua força, enquanto New Orleans mostrou uma competitividade que talvez poucos esperassem.
Minnesota mostrou capacidade de reagir quando tudo parecia perdido.
E os Cowboys?
Os Cowboys mostraram exatamente aquilo que seus torcedores não queriam ver.
Uma defesa vulnerável como a do ano passado.
Só que, desta vez, acompanhada por um ataque incapaz de salvá-la.
É apenas a Semana 1.
Para alguns, isso significa que existe muito tempo para evoluir.
Para Dallas, significa que existe muito trabalho pela frente.
Comentários
Todos os comentários passam por moderação antes da publicação. Respeite as regras de convivência: não são permitidos discurso de ódio, ofensas ou spam.



