Pular para o conteúdo
Política

Após determinação de Dino, PF abre inquérito sobre ataques a símbolos religiosos

Investigação ficará sob responsabilidade da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção e deverá apurar ocorrências em diferentes regiões do país

Por Ana PaulaPublicado em 30/09/2026, 19:30Atualizado em 30/09/2026, 19:30

Compartilhar:
Após determinação de Dino, PF abre inquérito sobre ataques a símbolos religiosos
(Alejandro Zambrana / STF)

A Polícia Federal abriu nesta quarta-feira (30) um inquérito para investigar ataques e atos de vandalismo contra imagens e símbolos religiosos em diferentes regiões do Brasil. A decisão ocorreu após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que encaminhou o caso à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a corporação, uma análise inicial identificou elementos que justificam o avanço da investigação. A apuração ficará sob responsabilidade da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor). Dino afirmou ter recebido relatos de episódios ocorridos em várias partes do país e classificou as ocorrências como uma “onda de ataques nos últimos meses contra imagens religiosas”.

Entre os casos citados pelo ministro estão a destruição de imagens de santas em igrejas de Salvador e de um assentamento de Exu em um terreiro de Santo Amaro, na Bahia. Também foram mencionados ataques a uma loja de artigos religiosos em Londrina (PR), a uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em Jauru (MT), a uma estátua da santa em Cuiabá e a outra imagem localizada às margens da BR-163, em Novo Progresso (PA), que foi incendiada e destruída.

A decisão ainda reúne ocorrências no Rio Grande do Sul, Alagoas e Minas Gerais, incluindo a destruição de estátuas de anjos em uma catedral de Rio Grande, vandalismo contra uma imagem de Nossa Senhora em Maceió e a invasão de um terreiro de umbanda em Esmeraldas (MG), onde orixás foram destruídos e objetos foram furtados.

A investigação deverá verificar as circunstâncias dos episódios, identificar os responsáveis e avaliar se existe relação entre as ocorrências. Dino apontou possíveis crimes como ultraje a culto, incêndio, injúria qualificada por elemento religioso, ameaça, furto qualificado, dano e violação de domicílio. A determinação ocorre em meio à disputa judicial e eleitoral envolvendo publicações sobre Nossa Senhora Aparecida.

Comentários

Todos os comentários passam por moderação antes da publicação. Respeite as regras de convivência: não são permitidos discurso de ódio, ofensas ou spam.

Notícias relacionadas