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Política

Delação de Vorcaro cita mesada de R$ 1 milhão em espécie a grupo ligado a Jaques Wagner

Suposto pagamento a aliados de Jaques Wagner consta em proposta de colaboração rejeitada pela PF e pela PGR por falta de elementos de corroboração

Por Ana PaulaPublicado em 30/09/2026, 19:00Atualizado em 30/09/2026, 19:00

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Delação de Vorcaro cita mesada de R$ 1 milhão em espécie a grupo ligado a Jaques Wagner
(Reprodução / CNN Brasil)

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro relatou, em uma proposta de colaboração premiada rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), supostos pagamentos mensais de R$1 milhão em espécie a aliados do senador Jaques Wagner (PT), na Bahia.

Segundo o relato, o dinheiro faria parte de uma estrutura envolvendo um contrato do Banco Master com a PKL One, empresa responsável pela estruturação do Credcesta, cartão de crédito consignado destinado a servidores públicos do estado. Ao todo, Vorcaro mencionou pagamentos de R$3 milhões por mês relacionados ao grupo.

A proposta também aponta outras formas de supostas vantagens, como distribuição de lucros e dividendos e contratos considerados fictícios para pessoas indicadas por Wagner. Entre os citados estão uma filha do senador e uma empresa offshore. Vorcaro, porém, afirmou à PF que não presenciou diretamente o suposto acerto e que as informações foram repassadas por Augusto Lima, seu ex-sócio.

De acordo com a proposta, Jaques Wagner teria participado de forma oculta de uma operação para direcionar uma licitação a uma empresa de Augusto Lima. O Credcesta foi privatizado em 2018, quando Wagner era secretário do Desenvolvimento Econômico da Bahia.

A proposta de colaboração foi rejeitada pela PF e pela PGR sob o argumento de que não foram apresentados elementos suficientes para corroborar os relatos. Jaques Wagner deixou a liderança do governo Lula no Senado em junho, após ser alvo da Operação Compliance Zero. Augusto Lima também foi alvo da operação e teve a prisão preventiva decretada no ano passado.

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